KAMELOT – SILVERTHORN (2012) USA

Kamelot, é no presente, talvez o expoente máximo do heavy metal do nosso planeta. Se dúvidas existem, estão no seu direito de existir e assim sendo, basta ouvir este disco em toda a sua extensão e atestar pela qualidade do mesmo, e sem parcialidades ou preconceitos pela orientação que possa estar ou não subjacente no mesmo. Gótico, sinfónico, progressivo, épico, poderoso, techno, expessivo, atmosférico, dark... e mais alguns atributos podem ser retirados desta nova obra , mas a verdade é que qualitativamente é de outra divisão. Kamelot são do olimpo do heavy metal. Eximios músicos e compositores, estão anos-luz à frente da maioria das bandas e músicos existentes neste momento em todo o mundo. Não, não é um disco rock'n'roller ou hardrocker para meter combustivel fermentado no estomago e atacar todas as fêmeas disponíveis. Isto é a chamada obra de oscares, erudita e de classe, algo que qualquer um de nós tem dentro de si, e que custa a admitir a muitos mas isso só aumenta o seu preconceito.
Falando do disco propriamente dito, como já sabem, não o farei faixa a faixa; musicalmente sem falhas; da produção, é de qualidade superior; pudera, com Sasha Paeth e Miro nos comandos até o Zé Cabra era uma estrela de renome mundial. Convidados e convidadas ilustres, arranjos majestosos e memoráveis; "Song For Jolee" é um desses exemplos, e eu que não gosto de baladas. Thom Youngblood superou-se, tanto nesta obra épica que escreveu, sendo a mesma uma estória conceptual; como na musica que a acompanha. Tem menos trabalho de guitarra é certo, mas o que tem é implacável, um autêntico maestro musical, sem descreditar o seu companheiro de composição e de banda, Oliver Palotai.
Já sei que estão à espera daquele momento em que digo o que de mal encontro e minimizo um pouco a obra, e na verdade por muito que me custe, posso dizer que não existe, como posso dizer que sim; como sabem, o bom e o mau dependem do ponto de vista, a arte pode valer muito, pouco ou nada, tudo depende de cada um. E no meu ponto de vista existe algo que pode afastar alguns dos fiéis, existem algumas partes que estão muito... bem, custa-me a dizer,... mas lá vai... pop! "Veritas" é um desses exemplos em que Elize Ryd da banda revelação do passado ano, os suecos Amaranthe, canta algumas partes como se estivesse a substituir beyocé ou uma dessas vocalistas poppers. O outro ponto é Tommy Karevik. Sem dúvida um excelente vocalista, e até compreendo a escolha deste para substituir Roy Khan; numa tentativa de não alterar a orientação musical da banda e de fazer com que se sinta pouco a falta deste, na esperança que ele acorde do seu esgotamento cerebral e volte para um lugar que é por direito seu. Nos anais da história do heavy-metal irá ficar sempre associado aos Kamelot e ao trabalho que com eles deixou para a posteridade, que é de topo. Mas Tommy é mais forte e mais frio, menos expressivo que Roy, que quase chora a exprimir-se e a personificar as palavras que canta, e aí Tommy fica a perder. No entanto, Tommy fica bem, a voz é aquilo que se pede e com o tempo pode ser que se torne num intérprete de 1ª classe.
Aqui está talvez o disco do ano, podem muitos discordar, mas em muitos casos só vão dar mais força à minha teoria, se é demasiado sinfónico, se é demasiado pop, se tem pouca guitarrada e se esta foi abafada com tanto instrumental, no fundo há que considerar que esta é uma obra conceptual e que exige, dentro deste género musical, muito destes elementos. Fica à vossa descrição decidir!
McLeod Falou!
Temas:
01. Manus Dei
02. Sacrimony (Angel Of Afterlife)
03. Ashes To Ashes
04. Torn
05. Song For Jolee
06. Veritas
07. My Confession
08. Silverthorn
09. Falling Like The Fahrenheit
10. Solitaire
11. Prodigal Son
Part I: Funerale
Part II: Burden Of Guilt (The Branding)
Part III: The Journey
12. Continuum
Banda:
Thomas Youngblood (Guitar)
Tommy Karevik (Vocals)
Sean Tibbetts (Bass)
Oliver Palotai (Keyboards)
Casey Grillo (Drums)
Recorded at: Gate Studios/Wolfsburg, Morrisound Studios/Tampa,FL.,
Palosphere Studios/ Stuttgart, JohanArt/Sweden
Produced by: Sascha Paeth and Miro
Co-Produced by Kamelot
Engineers: Sascha Paeth, Miro, Olaf Reitmeier, Simon Oberender,
Jim Morris, Michelle Holtkamp, Johan Larsson
Mixed by: Sascha Paeth
Mastered by: Simon Oberender
Special Guests:
Elize Ryd – Female Vocals on Sacrimony, Veritas and Fahrenheit
Alissa White – Gluz – heavy vocals on Sacrimony and vocals on Prodigal Son Pt 3
Sascha Paeth – additional guitars throughout and heavy vocals on Ashes to Ashes
Miro – Keyboards and Orchestrations on tracks 2*,3,4, 9
and 10. Connection between Manus Dei to Sacrimony
*with Oliver Palotai
Annelise Youngblood – nursery rhymes
Silverthorn Children's Choir - Emilie Paeth, Noa Rizzo and Annelise Youngblood
Silverthorn Choir- Amanda Somerville, Elize Ryd, Robert Hunneke Rizzo,
Thomas Rettke, Simon Oberender, Cinzia Rizzo (also solo on Contiuum)
Luca Turilli – Latin consultant
István Tamás – Accordion of Veritas
Eklipse - "Strings on Sacrimony, Fahrenheit and My Confession - www.e-k-l-i-p-s-e.com;
produced and recorded by Kai Schumacher & B-Ray at LeFink StudiosDuisburg."