Como já muitos do vós perceberam, esta banda é uma daquelas do top 5 da minha vida, e assim sendo, este disco era esperado por mim com muita curiosidade e entusiasmo. Como tenho vindo a referir, o movimento hardrock está a virar a cabeça a todos; todos querem aparecer cheios de estilo "hollywood" e com guitarras Les Paul a dar ideia de serem todos uns "Bad Boys"; e a verdade é que a moda pegou mesmo, e Pretty Maids também não quiseram perder a oportunidade.
A ideia tem cariz comercial; pegar em temas de discos que não foram tão impactantes, e fazer uma remistura na onda de alguns temas novos que decidiram apresentar como uma nova sonoridade na vida desta banda trintagenária, foi o melhor que conseguiram pensar e apresentar à rapaziada a ver se pega. Há que tentar de algum modo, não é verdade?
Andava um pouco apreensivo com o que vinha por aí, mas na verdade ficar surpreendido foi mais o termo. Poderoso Hard\Metal na veia destes maestros do norte da europa, muito melódico e potente e mesmo assim, sujo "to the core". O gordinho Ken Hammer e o seu chapéu vaqueiro, lá conseguiram emplacar o novo estilo; e estou a adorar.
O primeiro tema deste "o mais barulhento de sempre" é um original, dos quatro usados neste disco. Arranca como se o comboio estivesse a aquecer a caldeira e a avançar lentamente no início da sua marcha até arrancar supersónicamente pelo tempo e pelo espaço num jogo de riffs hardrockers jogado com uma secção ritmica a propósito e elaborado com os elementos próprios de Pretty Maids. O segundo, um remake de "Playing God" parece um tema de Iron Maiden.
Bom, em vez de estar aqui a descrever o que estou a ouvir, posso ser mais objectivo e desmistificar todo este disco; já foi feito por eles, e nessa altura não foi bem aceite e não pegou. É claro que foi feito nos moldes da época e com alguma cautela, mas já foi feito. Assim mesmo, não o foi como agora, e desta vez emplaca mesmo, é poderoso, sem medos, com objectivo e mantém a sua identidade, uns Pretty Maids em que nalgumas passagens vos levará a pensar em coisas como Metallica; "he who never lived" é um exemplo disso, em que além de hardrocker tem passagens alternativas.
De certeza absoluta que vão gostar! É para todas as idades e credos. Hard Rock, Alternativo, Metálico, Dark, Pop, AOR, Prog; é só condimentos para fazerem a grafonola do vosso carocha rebentar com a potência desta receita made in denmark, e não são danish cakes, eheheheh, e podem vir mais assim.
Ideal para o vosso sábado que está bem próximo.
Hiper recomendado!
McLeod Falou!




