Este é o quinto álbum dos RAM e tem alguma semelhança com WASP na época de “The Headless Children”. Esta é a primeira sensação ao ouvirmos as palavras iniciais do vocalista Oscar Carlquist, tal é a semelhança com o timbre de Blackie Lawless e até a forma como coloca a voz com efeito dupla-camada. A própria produção também ajuda a criar esse ambiente do álbum de 1989 dos norte-americanos. O quinteto sueco volta aos originais, dois anos depois do último ataque “Svbversvm”.
São 10 temas em 46 minutos que não se esgotam nessa aura tipo wasp, e apesar da banda já ter a sua sonoridade relativamente vincada, também sentimos aquela cavalgada mid-tempo tipo accept e até alguns tiques do tipo Halford, como em “Incinerating Storms”. A banda formada em 2003 já tem um culto razoável por essa Europa fora, Portugal incluído e que os recebeu em 2012 na extinta República da Música.
“Rod” é um trabalho que se ouve muito bem, não enjoa, mas também não deixa muitas saudades, excepto se o fã for die-hard. É o jogar pelo seguro, fazer aquilo que se gosta e a mais não são obrigados. A conquista pelo trono do true heavy metal continua acesa!


